01 Julho 2013
75ª Volta a Portugal Liberty Seguros foi apresentada em Lisboa











A 75ª Volta a Portugal Liberty Seguros foi apresentada sexta-feira, 28 Junho 2013, no Salão Nobre, da Câmara Municipal de Lisboa.

A realização da prova entre 7 e 18 de agosto celebra as Bodas de Diamante de uma competição que nasceu em 1927. As 18 equipas (seis nacionais e doze estrangeiras) participantes têm pela frente 1607,2 km distribuídos em 11 dias de competição.
A Volta Liberty Seguros começa, este ano, em Lisboa com um contrarrelógio por equipas para terminar duas semanas depois em Viseu.
 
A Volta das “Bodas de Diamante”
Rejuvenescida a cada ano que passa e orgulhosa da sua história, a Volta a Portugal em Bicicleta chega às 75 edições como um dos maiores símbolos de identidade nacional. A simbólica e marcante efeméride aumenta expectativas e anseios sobre o que se vai desenrolar entre 7 e 18 de agosto quando, 86 anos depois de nascer, surgir a 75ª Volta a Portugal Liberty Seguros.
 
No curso da história nem sempre a paixão por este desporto foi argumento suficiente para impedir interregnos que os livros recordam. Já tanto se alterou desde 1927, mas do amadorismo de outros tempos ainda se mantém o colorido das camisolas, a vibrante sensação da vitória e a paixão devota de todos quantos, indiferentes ao sol e ao calor de agosto saltam para a beira da estrada, ou colados na frente do televisor, seguem as intrépidas pedaladas dos “bravos cavaleiros do asfalto”.
 
Depois de três anos consecutivos a receber o final da competição, Lisboa vai assistir desta vez à Grande Partida no coração da cidade enquanto Viseu, em plenas Festas de S. Mateus, irá brindar aos vencedores. Entre o prólogo e a etapa de consagração têm a palavra os homens que a história vai recordar um dia.
 
Um mapa para pedalar
A 75ª Volta a Portugal Liberty Seguros terá 11 dias de competição e 1607,2 km. O Prólogo, no coração da capital, a 7 de agosto, terá como aliciante a discussão em sistema de contrarrelógio por equipas como há vários anos não acontecia.
 
Depois das primeiras emoções e de uma neutralização até à região oeste, será a vila do Bombarral a receber a caravana. A primeira etapa, com 203,3 km, será também a mais longa desta edição da Volta saindo da capital da pera rocha em direção a Aveiro.
 
O terceiro dia de prova que conta apenas como a segunda tirada, vai correr-se entre Oliveira de Azeméis e Viana do Castelo com a particularidade da Volta regressar ao monte de Santa Luzia, um dos ex libris da cidade do Lima.
 
No dia seguinte com a saída da Trofa, um dos mais jovens concelhos portugueses, a Volta andará entre o Douro e o Minho chegando a Fafe, a “sala de visitas” da região minhota.
A 11 de agosto, Arouca vai servir de cenário para a partida da 4ª etapa. Será um dia marcado, não só pela estreia da vila de Arouca no mapa da Volta, como pelo início das verdadeiras dificuldades da competição com a chegada à sempre espetacular Srª. da Graça, em Mondim de Basto, após 181,4 km. Por ser domingo é de esperar uma afluência substancial de público nesta etapa considerada “Rainha”.
 
Antes do dia de descanso e após um interregno de 39 anos, Lousada vai regressar à mais prestigiada competição velocipédica portuguesa dando sinal de partida à 5ª etapa que terminará em Oliveira do Bairro, a capital industrial das duas rodas. Quando cruzarem a linha da meta, os corredores terão cumprido os 919,3 km da primeira metade da Volta 2013.
 
Cumprida a jornada de repouso, a 13 de agosto, o pelotão ainda não deverá ter qualquer certeza quanto ao nome daquele que será a principal figura da prova. Estarão ainda pela frente 687,9 km até à conclusão em Viseu.
 
A 6ª etapa partirá da Sertã e, depois de rolar pela zona centro do país, irá terminar no empedrado da Avenida Nuno Álvares, em Castelo Branco, local onde no passado se concluíram tantos e empolgantes finais de etapa da Volta.
 
Tal como em 2012, também nesta Volta as Termas de Monfortinho recebem uma partida da competição, o que vai acontecer num dia em que as atenções vão estar concentradas nos trepadores. A 7ª etapa vai terminar em Gouveia depois de percorrer alguns dos principais picos da Serra da Estrela, como as Penhas Douradas e Penhas da Saúde.
 
A Torre, em Seia, o ponto mais alto de Portugal continental, surgirá apenas no dia seguinte, 16 de agosto, quando o pelotão se fizer à estrada em Oliveira do Hospital. Será mais uma etapa dedicada ao “montanhismo” com a subida a fazer-se pela vertente de Seia e a terminar no mítico prémio de categoria especial, a mais alta distinção para referenciar uma dificuldade orográfica no ciclismo.
 
Depois de tanto esforço e com a capacidade de sofrimento levada ao limite, estarão reduzidos a um pequeno lote os candidatos à vitória final. O penúltimo dia de competição fica reservado aos contrarrelogistas com uma etapa longa de contrarrelógio individual entre o Sabugal e a Guarda. Os 35,3 km permitirão dar mais uma ajuda para encontrar o vencedor da 75ª Volta a Portugal Liberty Seguros.
 
Por fim, no domingo, 18 de agosto, em Viseu, o ciclismo associa-se aos grandes festejos populares de S. Mateus. O pelotão cumprirá a 10ª e derradeira etapa partindo e chegando à majestosa Avenida da Europa. São 130 km que tocam nos vários pontos do concelho de Viseu e ainda três vizinhos, constituindo-se como a mais curta tirada em linha que na parte final irá percorrer várias vezes o centro urbano de Viseu, permitindo aos milhares de pessoas que vão assistir ao Grande Final da Volta ter mais contacto com a competição.
Duas semanas depois de deixar a capital e com 1607,2 km pedalados, estará definido o vencedor da 75ª Volta a Portugal Liberty Seguros, a edição das “bodas de diamante”.